
O SBT depois de um tempo investindo no período vespertino, decidiu enfim voltar com reprises, deixando de lado planos de um programa jornalístico, que iria trazer muito conteúdo a sua grade, e informação ao telespectador que diariamente convivem com filmes antigos, enlatados e drama de casais na sua telinha pela tarde.
Idéias essas que foram incorporadas no extinto Olha Você, que não deu certo, não teve graça e se perdeu…virou um Hoje em Dia sem a passarela, e a originalidade, anunciada antes da estréia, ninguém viu! O SBT então decidiu reprisar o Ô Coitado e o Nada Além da Verdade, e tudo continuou como estava: lamentável.

A sucessão de erros continou com as “novidades”: Casos de Família reformulado, popular e sem a classe que tinha antes, quando era apresentado por Regina Volpato. O programa então, a partir daquele momento, seguia a mesma linha do Programa do Ratinho, que por sua vez apostou desde o início em quadros como Cortina Premiada, deixando de lado a defesa dos “problemas do povo”, como prometeu o apresentador.
Diante dos números baixos das duas atrações se cogitou a volta de uma revista eletrônica, um finado Olha Você, com bom conteúdo, coisa que o original não teve, nomes foram sugeridos, como Luiz Bacci e Regina Volpato, mas novamente o SBT fracassou, colocando novelas antigas de volta na programação. Não que seja errado… A Globo também transmite, mas vem cá, tinha necessidade de trazer duas ao mesmo tempo? E logo após estrear outra, dessa vez mexicana?!

As esperanças de que um dia possamos contar com algo concreto e de qualidade, que divirta e ao mesmo tempo informe nas tardes do SBT parece estar cada vez mais longe. Uma ilusão.
A que ponto chega a necessidade de colocar qualquer coisa pra ocupar a grade? É algo a ser pensado pelos diretores do SBT. Esse é o momento de voltar a lutar pela audiência e priorizar a qualidade, tão falada. A prestação de 29 milhões mensais na conta do dono, do ilustre Silvio Santos, deve servir como combustível para emissora, para assim buscas conteúdo e conseqüentemente lucro e audiência, o SBT pode ajudar e muito a quitar a dívida que coloca a própia rede de televisão como garantia.
Por João Pedro